quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mitologia e racionalidade

As culturas primitivas, a partir de um conjunto de problemas existenciais e socioeconômicos, levantam um núcleo de questões problemáticas que podem ser anunciadas em forma de mito. Contudo, diversamente dos mitos gregos, os mitos latino-americanos não trazem o mesmo nível de racionalidade daqueles gregos. Podemos fazer essa afirmação?

Os mitos, que surgem em todas as culturas, diz Dussel (DUSSEL; MENDIETA; BOHÓRQUEZ, 2009, p. 16), se constituem como uma resposta a essas questões. É o primeiro tipo racional de interpretar a realidade existencial e o mundo dos indivíduos e da sociedade. É importante destacar que os mitos não são irracionais, mas têm uma forma típica de racionalidade: são narrativas simbólicas e apresentam significados universais. Esses mitos são guardados, primeiro, na modalidade de memória oral e, depois, cerca de mil anos antes de Cristo - na Mesopotâmia, no Egito, na América Central e em outras culturas – são preservados na modalidade escrita. Esses mitos, interpretados pelos sábios, se tornam explicações racionais simbólicas para responder a todos os principais problemas e questões daquelas culturas.

Os mitos, que surgem em todas as culturas, diz Dussel (DUSSEL; MENDIETA; BOHÓRQUEZ, 2009, p. 16), se constituem como uma resposta a essas questões. É o primeiro tipo racional de interpretar a realidade existencial e o mundo dos indivíduos e da sociedade. É importante destacar que os mitos não são irracionais, mas têm uma forma típica de racionalidade: são narrativas simbólicas e apresentam significados universais. Esses mitos são guardados, primeiro, na modalidade de memória oral e, depois, cerca de mil anos antes de Cristo - na Mesopotâmia, no Egito, na América Central e em outras culturas – são preservados na modalidade escrita. Esses mitos, interpretados pelos sábios, se tornam explicações racionais simbólicas para responder a todos os principais problemas e questões daquelas culturas.
Nos choques culturais, esses mitos são depurados: alguns perduram, mesmo depois do aparecimento das categorias filosóficas ou científicas e outros perdem sua força argumentativa e, por essa razão, eles são desacreditados, como aconteceu com os mitos dos astecas que pretendiam justificar a necessidade de sacrificar pessoas humanas para aplacar os deuses.
Mas, embora os mitos sejam tão racionais quanto a filosofia e as ciências (são discursos diferentes porque servem a finalidades diversas), ao longo do tempo, começa-se a substituição da linguagem mítica - de natureza simbólica e carregada de múltiplos sentidos - por um discurso unívoco, metodicamente estruturado por categorias filosóficas que podem definir seu conteúdo sem recorrer ao símbolo e determinar com rigor um significado preciso. Esse fenômeno se deu em todas as grandes culturas.
Assim, a passagem do mito para a filosofia, ao mesmo tempo, significa ganho por produzir um saber mais preciso e perda por eliminar sua sugestão de múltiplos sentidos. Mas, de qualquer forma, parece ser o pensamento unívoco, como diz Dussel:
... um avanço da civilização importante à medida que abre novos caminhos pela possibilidade de efetuar atos de abstração, de análise, de separação de conteúdos semânticos da coisa ou do fenômeno observado, do discurso, e torna possível uma descrição precisa da realidade empírica, a fim de permitir ao observador um manejo mais eficaz em vista da reprodução e desenvolvimento da vida humana em comunidade (DUSSEL; MENDIETA; BOHÓRQUEZ, 2009, p. 16).

Essa passagem do discurso mítico simbólico para um discurso com categorias intelectuais unívocas aconteceu em todas as grandes culturas como, por exemplo, no Egito, com a filosofia de Menfis; na China, a partir do livro das Mutações I chingna Índia, com os Upanishads;na Pérsia e no Mediterrâneo oriental, a filosofia se deu entre os fenícios e os gregos; na América Central, entre os maias e astecas; nos Andes entre os aymarás e os quéchuas que se organizaram no Império Inca.

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