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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Marx, arte de filosofia burguesa: traços marcantes da ideologia

Para Marx, no mundo burguês, dessa forma, a filosofia, a arte seriam sempre expressões de um determinado traço marcante no mundo: esse traço é justamente a força de uma classe que dispõe de todas as maneiras para se impor, mediante a captura não apenas dos meios materiais de vida, mas, sobretudo, também dos meios espirituais. Assim, as pessoas acreditariam muitas vezes estar fazendo críticas a esse modo de vida material, mas como já condicionados pela sua própria forma de sustentação e manutenção, estariam apenas alimentando esse tipo de afirmação do mundo.

Ideologia e burguesia em Marx

Mas o que é “ideologia”? Essa palavra tão em voga vem nos lembrar de que a ideologia é um contorno marcante em todas as esferas do pensamento que condicionam a sua própria possibilidade. Assim, no mundo burguês, a ideologia burguesa seria justamente esse traço forte que determina as próprias condições de pensamento

Marx e a Ideologia

À primeira vista, poderia parecer que Marx é mais um metafísico, que procura fundamentar os pressupostos do mundo burguês e sua economia. Na verdade, segundo ele, essa tarefa é fundamental porque isso não foi tematizado nem pela filosofia, nem pela economia, baseando a modernidade em uma ideologia burguesa. Para isso ele usa a terminologia hegeliana: poderíamos dizer que na ideologia a verdade vale somente para o aspecto aparente do mundo, e não para a sua essência. O trabalho marxista será de investigar e fazer uma crítica dos pressupostos, seguindo uma terminologia kantiana. Marx aprendeu com Kant que é preciso investigar quais são as próprias condições da subjetividade: assim, com essa postura, Marx procura fazer uma crítica daquilo que ele chama de ideologia.